ENTENDENDO O CONCEITO DE “SUSTENTABILIDADE”

Apesar do conceito “sustentabilidade” e “eco eficiência” serem recentes, desde sempre o homem esteve ligado a soluções construtivas eco eficientes. Na verdade, muitas vezes ele dependia destas soluções para se manter vivo. Durante muito tempo as diferentes arquiteturas, de diferentes culturas, compreendiam o clima da região na qual eram projetadas, sempre buscando alternativas para tornar o ambiente mais agradável e habitável. Essas alternativas vão desde a utilização de materiais construtivos naturais, até a disposição e formato das edificações.

Esta mentalidade primitiva e até incosciente do conceito contemporâneo “eco eficiente” começa a se perder com o advento da Revolução Industrial, no séc XIX, onde os ciclos naturais foram rompitos através da criação dos processos industrializados, que consomem enormes quantias de recursos naturais e geram poluentes.

Um século se passa desde esta revolução para que o mundo perceba o impacto ambiental do consumo de energia de base fóssil e do crescimento das cidades, com suas demandas por recursos. Foi a crise do petróleo nos anos 70, séx XX, que chamou a atenção do mundo para as consequências de uma crise energética de escala global. As sociedades começaram a atentar para a necessidade de que o desenvolvimento social não esteja pautado em uma economia que consome os recursos naturais de maneira irresponsável.

A crise do petróleo ligou o alerta para a necessidade de se utilizar de forma consciente os recursos naturais do planeta. Com a população mundial crescendo em ritmo acelerado, ficará cada vez mais difícil ter acesso a recursos básicos e necessários a vida, como a água por exemplo.

A primeira definição de desenvolvimento sustentável pode ser encontrada no Relatório Brundtland, elaborado pela Comissão Mundial sobre o Meio Ambiente em 1987. Segundo eles, o desenvolvimento sustentável é aquele que atende às necessidades do presente, sem comprometer o atendimento às necessidades das gerações futuras.

Durante a década de 90, aconteceram grandes conferências mundiais, como a Rio’92 (Rio de Janeiro 1992) e a Rio+’10 (Johannesburgo 2002). Nessas reuniões, protocolos internacionais foram firmados no intuito de se elaborar mecanismos para o desenvolvimento sustentável. Entretanto, apesar destes esforços iniciais, as ações subsequentes a estes tratados ficaram aquém das expectativas.

HISTÓRICO DA SUSTENTABILIDADE NA ARQUITETURA E URBANISMO

Do ponto de vista da edificação, a partir da década de 40 até os anos 70, a arquitetura adquiriu um “padrão” internacional”, muitas vezes representado por caixas de vidro. Esse padrão genérico era tido como meio ideal para controlar as condições ambientais do edifício com o uso da tecnologia dos sistemas prediais, como ar-condicionados e aquecedores. Apesar de realmente ser possível climatizar adequadamente os ambientes de maneira artificial, isso representa um considerável consumo de energia.

Os anos 70, com a Crise do Petróleo, marcam o início da conscientização global sobre a importância das soluções bioclimáticas. Surge a arquitetura solar onde, apesar do conforto ambiental ainda ser pouco considerado, inicia-se a utilização da energia solar para a geração de energia elétrica através das placas fotovoltaicas.

A partir dos anos 80, o conceito “arquitetura solar” evolui para “arquitetura bioclimática” (green architecture), que busca um maior equilíbrio entre o desempenho energético e o conforto térmico. É importante diferenciar arquitetura bioclimática de bio construção. Enquanto a primeira envolve parâmetros climáticos e análises computacionais, a segunda explora materiais naturais e de baixo impacto, geralmente relacionadas com técnicas de arquitetura vernacular.

Os anos 90 marcam o crescimento exponencial do conceito “arquitetura eco-eficiente”, que representa uma alta qualidade ambiental da edificação. Surgem fontes alternativas de energia para serem conciliadas com o conforto ambiental, preocupa-se com a qualidade da água, do ar, da gestão dos recursos e das sobras.

Nos anos 2000 o conceito de arquitetura sustentável se solidifica. Agora ele dialóga com interesses econômicos, ambientais e sociais: os economicos visam a lucratividade e crescimento através do uso eficiente de recursos (mão de obra, materiais, água e energia); os ambientais visam evitar efeitos prejudiciais ao ambiente através do uso cuidadoso dos recursos naturais, minimização de resíduos, proteção e melhoria do ambiente; por fim, os sociais respondem às necessidades dos “atores sociais” envolvidos no processo de construção (do planejamento à demolição).

Para Corbella e Yannas (2003, p.17):

“Além da preocupação com o gasto energético das edificações, a arquitetura sustentável envolve aspectos como o controle do gasto energético e da poluição gerada na industrialização dos materiais a serem utilizados na obra e a busca por sistemas prediais mais eficientes. Do ponto de vista urbanístico, as discussões e propostas vêm abordando questões de estruturas morfológicas compactas, adensamento populacional, transporte público, resíduos e reciclagem, energia, água, diversidade e pluralidade socioeconômica, cultural e ambiental. Em uma escala macro, o edifício agora tem o papel de elemento do projeto urbano e da sustentabilidade da cidade, sendo abordada a sua localização e infra-estrutura, qualidade ambiental, dos espaços internos e impacto na qualidade do entorno imediato, otimização do consumo de recursos como água, energia e materiais, e também o potencial para contribuir com as dinâmicas socioeconômicas do lugar.”

Se considerarmos toda a história das construções, é importante perceber que o tempo onde mecanismos naturais de conforto ambiental e o consumo de energia não eram tidos como premissas de projeto foi rapidamente superado, desde a Revolução Industrial até os anos 90 não se passaram 200 anos. Este tempo foi suficiente para ficar claro que, se a humanidade quiser continuar a crescer neste planeta, isso terá de acontecer de maneira sustentável.

CERTIFICAÇÕES

A arquitetura sustentável está se tornando estreitamente vinculada com a adoção de soluções tecnológicas diferenciadas, motivadas pela crescente importância das questões ambientais no aspecto global. Estas soluções têm como objetivo alcançar uma maior qualidade ambiental, com menor impacto das edificações no ambiente.

A certificação é um sistema de avaliação no qual quantifica-se o grau de sustentabilidade de um projeto de acordo com critérios de desempenho, que englobam desde consumo
de energia até o impacto ambiental dos materiais construtivos. Elas servem como parâmetros a serem seguidos para a obtenção de um reconhecimento baseado em critérios que são de comum acordo com a comunidade nacional e internacional.

Dentre as certificações existentes hoje, destaque para as internacionais LEED e BREEAM, e para as nacionais Procel Edifica, Casa Azul, FSC e AQUA:

LEED

LEED

Leed é um sistema internacional de certificação e orientação ambiental para edificações, utilizado em 143 países, e possui o intuito de incentivar a transformação dos projetos, obra e operação das edificações, sempre com foco na sustentabilidade de suas atuações.

Quem confere as certificações é o Green Building Council Brasil (GBCB), braço da ONG internacional criado no Brasil em março de 2007 para auxiliar no desenvolvimento da indústria da construção sustentável no país. A organização atua incentivando a adoção de práticas de Green Building em um processo integrado de concepção, construção e operação de edificações e espaços construídos.

O Brasil é o quarto no ranking mundial de construções verdes segundo relatório do GBC internacional divulgado em 2015, ficando atrás apenas da Canadá, China e Índia. Em 2016, o país já conta com mais de 1100 empreendimentos registrados e certificados.

Atualmente no Brasil são concedidos 8 tipos de LEED:

-LEED NC – Novas construções e grandes projetos de renovação
-LEED ND – Desenvolvimento de bairro (localidades)
-LEED CS – Projetos da envoltória e parte central do edifício
-LEED Retail NC e CI – Lojas de varejo
-LEED Healthcare – Unidades de saúde
-LEED EB_OM – Operação de manutenção de edifícios existentes
-LEED Schools – Escolas
-LEED CI – Projetos de interiores e edifícios comerciais

A Certificação internacional LEED possui 7 dimensões a serem avaliadas nas edificações. Todas elas possuem pré requisitos (práticas obrigatórias) e créditos, recomendações que quando atendidas garantem pontos a edificação. O nível da certificação é definido, conforme a quantidade de pontos adquiridos, podendo variar de 40 pontos, nível certificado a 110 pontos, nível platina.

Dimensões Avaliadas:

Sustainable sites (Espaço Sustentável) – Encoraja estratégias que minimizam o impacto no ecossistema durante a implantação da edificação e aborda questões fundamentais de grandes centros urbanos, como redução do uso do carro e das ilhas de calor.

Water efficiency (Eficiência do uso da água) – Promove inovações para o uso racional da água, com foco na redução do consumo de água potável e alternativas de tratamento e reuso dos recursos.

Energy & atmosphere (Energia e Atmosfera) – Promove eficiência energética nas edificações por meio de estratégias simples e inovadoras, como por exemplo simulações energéticas, medições, comissionamento de sistemas e utilização de equipamentos e sistemas eficientes.

Materials & resources (Materiais e Recursos) – Encoraja o uso de materiais de baixo impacto ambiental (reciclados, regionais, recicláveis, de reuso, etc.) e reduz a geração de resíduos, além de promover o descarte consciente, desviando o volume de resíduos gerados dos aterros sanitários.

Indoor environmental quality (Qualidade ambiental interna) – Promove a qualidade ambiental interna do ar, essencial para ambientes com alta permanência de pessoas, com foco na escolha de materiais com baixa emissão de compostos orgânicos voláteis, controlabilidade de sistemas, conforto térmico e priorização de espaços com vista externa e luz natural.

Innovation in design or innovation in operations (Inovação e Processos) – Incentiva a busca de conhecimento sobre Green Buildings, assim como, a criação de medidas projetuais não descritas nas categorias do LEED. Pontos de desempenho exemplar estão habilitados para esta categoria.

Regional priority credits (Créditos de Prioridade Regional) – Incentiva os créditos definidos como prioridade regional para cada país, de acordo com as diferenças ambientais, sociais e econômicas existentes em cada local.. Quatro pontos estão disponíveis para esta categoria.

Níveis de certificação

-Certified (40-49 créditos)
-Silver (50-59 créditos)
-Gold (60-79 créditos)
-Platinum  (80 + créditos)

Vantagens:

  • Diminuição dos custos operacionais
  • Diminuição dos riscos regulatórios
  • Valorização do imóvel para revenda ou arrendamento
  • Aumento na velocidade de ocupação
  • Aumento da retenção
  • Modernização e menor obsolescência da edificação
  • Melhora na segurança e priorização da saúde dos trabalhadores e ocupantes
  • Inclusão social e aumento do senso de comunidade
  • Capacitação profissional
  • Conscientização de trabalhadores e usuários
  • Aumento da produtividade do funcionário; melhora na recuperação de pacientes (em Hospitais); melhora no desempenho de alunos (em Escolas); aumento no ímpeto de compra de consumidores (em Comércios).
  • Aumento da satisfação e bem estar dos usuários
  • Estímulo a políticas públicas de fomento a Construção Sustentável
  • Uso racional e redução da extração dos recursos naturais
  • Redução do consumo de água e energia
  • Mitigação dos efeitos das mudanças climáticas
  • Uso de materiais e tecnologias de baixo impacto ambiental
  • Redução, tratamento e reuso dos resíduos da construção e operação.

 

BREEAM

BREEAM

O Breeam é um selo alemão, líder mundial em certificações de construções sustentáveis. O selo leva em conta uma série de analises de ciclo de vida e desde 1990 já recebeu mais de 2,2 milhões de construções registradas para avaliação, sendo que mais de 550 mil já receberam a certificação. A certificação está presente em 78 países.

O que é levado em conta?

O selo avalia o empreendimento, desde o projeto, design, construção e operação. A avaliação é feita por assessores independentes e comparadas com os padrões de mercado (benchmarks). Então são classificadas como Aprovado, Bom, Muito Bom e Ótimo (outstanding).

As categorias são:

  • Energia
  • Saúde e Bem-estar
  • Inovação
  • Uso da terra
  • Materiais
  • Gestão
  • Poluição
  • Transporte
  • Resíduos
  • Água

Cada categoria é dividida em vários tópicos e dependendo da nota do estabelecimento ele recebe créditos. A quantidade de créditos define o selo que será concedido.

Abrangência

A certificação existe para empreendimentos nas fases de:

Larga Escala: é o certificado voltado para o desenvolvimento de comunidades mais sustentáveis. Se aplica à projetos de grande escala, como novas comunidades ou projetos de regeneração.

Nova Construção: Abrange toda a fase de planejamento do novo empreendimento, desde a escolha do local, da área ao redor da construção até a construção e operação. Se aplica à novas construções, públicas ou privadas, comerciais ou residenciais.

Reforma: reconhece a eficiência ambiental de uma construção após algumas melhorias e reformas. Se aplica à edifícios comerciais, setor público, educação, saúde, acomodação estudantil, casas de repouso, entre outros.

Em Uso: destinado à construções em uso. Se aplica apenas à empreendimentos comerciais. A certificação Em Uso não se aplica à residências ainda.

Como funciona o processo?

  • Decida para qual certificação aplicar
  • Encontre um assessor BREAM perto de você que seja licenciado
  • Registre seu empreendimento com o assessor
  • Conduza a pre-verificação com o assessor
  • A medida que a construção ou reforma ocorre, forneça as informações necessárias para o Assessor
  • Tenha um rating definido pelo seu Assessor
  • Receba seu certificado final

 

Procel Edifica

PROCEL

O Programa Nacional de Eficiência Energética em Edificações – Procel Edifica – foi instituído em 2003 pela Eletrobras/Procel e atua de forma conjunta com o Ministérios de Minas e Energia, o Ministério das Cidades, as universidades, os centros de pesquisa e entidades das áreas governamental, tecnológica, econômica e de desenvolvimento, além do setor da construção civil.

A criação do Programa  incentiva a conservação e o uso eficiente dos recursos naturais (água, luz, ventilação etc.) nas edificações, reduzindo os desperdícios e os impactos sobre o meio ambiente.

O consumo de energia elétrica nas edificações corresponde a cerca de 45% do consumo faturado no país. Estima-se um potencial de redução deste consumo em 50% para novas edificações e de 30% para aquelas que promoverem reformas que contemplem os conceitos de eficiência energética em edificações.

O Selo Procel Edificações, estabelecido em novembro de 2014, é um instrumento de adesão voluntária que tem por objetivo principal identificar as edificações que apresentem as melhores classificações de eficiência energética em uma dada categoria.

Para obter o Selo Procel Edificações, recomenda-se que a edificação seja concebida de forma eficiente desde a etapa de projeto, ocasião em que é possível obter melhores resultados com menores investimentos, podendo chegar a 50% de economia. A metodologia de avaliação varia de acordo com o tipo de edificação (se comercial, residencial, etc).

Em geral, nos edifícios comerciais, de serviços e públicos são avaliados três sistemas: envoltória, iluminação e condicionamento de ar. Nas unidades habitacionais são avaliados: a envoltória e o sistema de aquecimento de água.

A Etiqueta Nacional de Conservação de Energia, que vai de E (pouco eficiente) até A (muito efciente) é concedida em duas etapas: na etapa de projeto e depois de construído o empreendimento.

Os Selos são emitidos pela Eletrobras após a avaliação realizada por um Organismo de Inspeção Acreditado (OIA) pelo Inmetro, com escopo de Eficiência Energética em Edificações – OIA-EEE.

 

Casa Azul

CASA AZUL

A Caixa criou uma classificação socioambiental para os projetos habitacionais que financia. O chamado Selo Casa Azul é a forma que o banco encontrou de promover o uso racional de recursos naturais nas construções e a melhoria da qualidade da habitação. A principal missão é reconhecer projetos que adotam soluções eficientes na construção, uso, ocupação e manutenção dos edifícios. São 53 critérios de avaliação, divididos em 6 categorias:

– Qualidade Urbana
– Projeto e Conforto
– Eficiência Energética
– Conservação de Recursos Materiais
– Gestão da Água
– Práticas Sociais.

Para receber o Selo Casa Azul, o empreendimento deve obedecer a 19 critérios obrigatóriose, de acordo com o número de critérios opcionais atendidos, o projeto ganha o selo nível bronze, prata ou ouro:

Bronze: atende aos 19 itens obrigatórios;
Prata: atende aos 19 itens obrigatórios, mais 6 opcionais;
Ouro: atende aos 19 itens obrigatórios, mais, pelo menos, 12 opcionais.

A adesão ao Selo é voluntária e o proponente deve manifestar o interesse em obtê-lo para que o projeto seja analisado. A certificação se aplica a todos os tipos de projetos de empreendimentos habitacionais apresentados à Caixa para financiamento ou nos programas de repasse. Podem se candidatar ao Selo as empresas construtoras, o Poder Público, empresas públicas de habitação, cooperativas, associações e entidades representantes de movimentos sociais.

O método utilizado para a concessão do Selo consiste em verificar, durante a análise de viabilidade técnica do empreendimento, o atendimento aos critérios estabelecidos.

Vantagens:
A certificação é gratuita e é um bom modo de comprovar que o empreendimento é de qualidade e sustentável, agregando valor no preço de venda e gerando mais satisfação para o cliente. Além disso, a empresa que receber o selo acaba sendo protagonista de marketing espontâneo, pois a Caixa divulga construções certificadas no seu site, em eventos, imprensa e Feirões.

 

FSC

FSC

SC (Forest Stewardship Council) é uma organização independente, não governamental, sem fins lucrativos, criada para promover o manejo florestal responsável ao redor do mundo.

O conceito da certificação FSC surgiu para incentivar a compra de materiais e produtos à base de madeira proveniente de manejo responsável das florestas. Hoje, a instituição é uma das que mais tem credibilidade quando se trata de certificar a procedência sustentável de produtos madeireiros e não madeireiros originados do bom manejo florestal.

Vale a pena atentar para o selo quando procurar por materiais para utilizar na sua construção.
Atualmente existem três modalidades de certificação:

  • Manejo florestal
  • Cadeia de custódia
  • Madeira controlada

 

AQUA

AQUA

 

O Processo AQUA-HQE é uma certificação internacional da construção sustentável desenvolvida a partir da certificação francesa Démarche HQE (Haute Qualité Environmentale) e aplicada no Brasil desde 2008 pela Fundação Vanzolini.

Mantendo a base conceitual francesa, a certificação brasileira foi adaptada para a realidade de normas e práticas do país. O Processo AQUA é um Processo de Gestão Total do Projeto para obter a Alta Qualidade Ambiental do Empreendimento de Construção.

A certificação é concedida com base em auditorias presenciais independentes e para obtê-la  o empreendedor da construção deve estabelecer o controle total do projeto em todas as suas fases:

-Programa;
-Concepção (Projeto);
-Realização (Obra);
-Operação (Uso).

A avaliação da Qualidade Ambiental do Edifício é feita em 14 categorias de preocupação ambiental e as classifica nos níveis BASE, BOAS PRATICAS ou MELHORES PRATICAS, conforme perfil ambiental definido pelo empreendedor na fase pré-projeto.

Para um empreendimento ser certificado AQUA-HQE, o empreendedor deve alcançar no mínimo um perfil de desempenho com 3 categorias no nível MELHORES PRATICAS, 4 categorias no nível BOAS PRATICAS e 7 categorias no nível BASE.  A certificação é concedida ao final de cada fase, mediante verificação de atendimento ao Referencial Técnico.

Vantagens:

  • Comprovar a Alta Qualidade Ambiental das suas construções
  • Diferenciar portfólio no mercado
  • Aumentar a velocidade de vendas ou locação
  • Manter o valor do seu patrimônio ao longo do tempo
  • Associar a imagem da empresa à Alta Qualidade Ambiental
  • Melhorar o relacionamento com órgãos ambientais e comunidades
  • Ter um reconhecimento internacional
  • Economia direta no consumo de água e de energia elétrica
  • Menores despesas condominiais gerais –água, energia, limpeza, conservação e manutenção
  • Melhores condições de conforto e saúde
  • Consciência de sua contribuição para o desenvolvimento sustentável e a sobrevivência no planeta

CONCLUSÃO

A evolução do conceito “arquitetura sustentável “ aponta para a necessidade de que a implantação de um novo edifício seja realizada levando em consideração as características do contexto urbano na qual ele será inserido. Isso engloba fatores socioeconômicos, ambientais e culturais.

Segundo Joana Gonçalves e Denise Duarte, do laboratório de conforto ambiental e eficiência energética da USP, o objetivo maior de um edifício sustentável é funcionar como uma solução ambiental, social e economicamente viável no contexto global da sustentabilidade. Assim sendo, as noções de impacto ambiental não devem ser resumidas às questões de consumo de energia. Elas devem ser ampliadas para os contextos local e global.

“O edifício sustentável representa uma parcela do ambiente construído, devendo as suas qualidades urbanas e ambientais também seguir em direção à sustentabilidade. Assim, se o objetivo maior for reduzir o impacto ambiental das cidades e alcançar uma melhor qualidade ambiental urbana, em um cenário ideal, a busca pela arquitetura sustentável deve acontecer em três escalas: a do edifício, a do desenho urbano e a do planejamento urbano e regional. Nessa visão, os edifícios devem ser planejados de uma forma tal que contribuam para a diversidade de usos e classes sociais, a socialização do espaço público, a eficiência da infra-estrutura urbana e a qualidade ambiental do ambiente construído.”

Referências Bibliográficas:

GONÇALVES, Joana; DUARTE, Denise. Arquitetura sustentável: uma integração entre ambiente, projeto e tecnologia em experiências de pesquisa, prática e ensino. Usp. São Paulo, 2016

CORBELLA, Oscar; YANNAS, Simos. Em busca de uma arquitetura sustentável para os trópicos: conforto ambiental. Rio de Janeiro: Revan, 2003

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