O escritório de arquitetura Precht desenvolveu um conceito para residência modular onde os habitantes podem produzir sua própria comida em fazendas verticais.

Os arquitetos Chris Precht e Fei fizeram este protótipo como uma maneira de reconectar as pessoas da cidade com à agricultura, ajudando-os a viver de uma maneira mais sustentável.

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Com a população das cidades crescendo vertiginosamente a cada ano, as pessoas têm perdido o contato com a produção de alimentos. Ao percorrerem grandes distâncias para suprir a demanda das cidades estes alimentos terminam por aumentar os danos causados ao meio ambiente.

Este conceito de sistema modular permitirá que as pessoas plantem comida em uma torre residencial, seja para consumo próprio ou ate mesmo para venda.

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Segundo Chris Precht:

“Eu acredito que nos perdemos essa conexão física e mental com a natureza e esse projeto poderia ser um catalisador para nos reconectar com o ciclo da vida do nosso ambiente.”

O design se utiliza de modulos A empilhados, feitos com CLT (madeira laminada cruzada), para promover espaços flexíveis. O CLT é mais sustentável do que outros materiais de construção, como concreto, porque absorve carbono da atmosfera pelas árvores que são cultivadas para sua produção.

Cada parede do modulo é composta por três camadas: uma camada interna, voltada ao interior da residência, que abriga instalações elétricas e canos; uma camada intermediária de estrutura e isolamento termo-acústico; e uma camada externa, que abrigaria os elementos de jardim e suprimento de água.

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Diferentes modulos teriam diferentes tipos de sistemas externos, como sistemas hidropônicos para cultivo sem solo; sistema de manejamento de lixo; ou painéis solares para geração de energia elétrica sustentável.

Famílias estariam aptas a construir suas próprias casas usando quantos modulos-A elas escolherem, que podem ser empilhados para gerar duplexes. Cada duplex tem uma planta livre e um espaço de cozinha no térreo, com banheiros em formato de tenda no andar de cima. Nas bordas externas da torre, as residências podem ter varandas.

Os jardins de cultivo podem ser arranjados para serem privados ou comunitários, nos intervalos invertidos que ocorrem entre os módulos, provendo formas V de transição entre os apartamentos e dando às plantas luz natural e ventilação para que cresçam.

As menores configurações de residência possuem 9m², com 2,5m² de varanda. Hipoteticamente, dis Precht, a torre pode ser construída tão alta quando uma cidade pode permitir.

“O sistema não limita a altura da torre porque é adaptável para diferentes espeçuras na estrutura” contou Precht ao portal Deezen.

Um mercado fechado poderia ser locado no térreo da torre, jutamente com espaços para estocagem, para que sejam guardados alimentos no inverno. Esse espaço pode contar também com unidades de compostagem para transformar lixo orgânico em adubo.

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Prechet e Fei foram motivados a projetar o sistema casa-fazenda por suas próprias experiências de vida. Dois anos antes eles se mudaram do centro de Beijing para as montanhas da Austria, onde eles cultivam seus próprios alimentos.

“Nós vivemos e trabalhamos fora da cidade grande e tentamos ser tão auto-suficientes quanto possível. Nos cultivamos a maior parte dos nossos alimentos e conseguimos o restante de vizinhos”, diz Fei.

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Renderings por Precht.

 

Fonte:

https://www.dezeen.com/2019/02/22/precht-farmhouse-modular-vertical-farms/?fbclid=IwAR2B4tp6ha1OAAeObAoOFhbKSqu_stqksoh5BnfHmCXoZehWf2tgNluMzrg

 

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