Essa semana, Bjarke Ingels Group e uma companhia chamada Oceanix apresentaram um conceito arrojado de cidade flutuante para a ONU. O projeto prevê cidades completamente auto-suficientes para enfrentar o aumento do nível do mar, que engolirá diversas cidades ao redor do mundo. Estima-se que 40% da população mundial que vive na costa será afetada.

O plano é baseado em 4.5 acres de ilhas flutuantes em formato hexagonal. Cada modulo residencial acomoda 300 pessoas. A combinação de 6 ilhas residenciais forma uma vila, e cada uma delas terá algum tipo de atividade comunitária como postos de saúde, escolas, academias, espaços de cultura e shoppings. Por sua vez, 6 vilas juntas formam uma pequena cidade de 10.800 pessoas.

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Imagem: BIG – Bjarke Ingels Group

Fora das cidades flutuantes haverão pequenas ilhas inabitadas, com propósitos dedicados, como coletar energia do sol ou plantação de comida. Elas tambem servirão como uma espécie de proteção contra ondas e ventos.

O que separa o plano da Oceanix de outros tantos é a escalabilidade. Se eles desvendarem como fazer uma vila funcionar, o sistema pode, teoricamente, ser replicado infinitamente.

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Imagem: BIG – Bjarke Ingels Group

O plano é começar um protótipo desses módulos flutuantes hexagonais, que deve ser ancorado cerca de 1,5km da costa das grandes cidades, começando pela região do equador. Nessa área o clima é mais quente e os designers podem construir uma cidade que é basicamente outdoor (a ideia de cidade flutuante fica bem mais difícil de vender se neva no local).

Cada ilha é ancorada ao fundo do oceano por um material chamado de biopedra, que utiliza baixas voltagens de eletricidade para estimular o crescimento de limo dos minerais depositados no oceano.

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Imagem: BIG – Bjarke Ingels Group

Para o consumo de água potável, S. Bry Sarte, o cofundador e CEO da Sherwood Design Engineers, propôs um sistema que almeja coletar água do céu, do oceano e até mesmo do ar. Toda água da chuva é coletada pelos telhados e armazenada em um reservatório, enquanto máquinas irão tirar humidade do ar e dessalinizar a água do oceano.

Para a ideia da Oceanix funcionar, toda a comida necessária para alimentar as pessoas que vivem na cidade flutuante precisa crescer lá. Algumas plantações cresceriam outdoor, enquanto outras cresceriam indoor, em estufas hydroponicas e aeroponicas.

Outra característica marcante do projeto é que a economia compartilhada é o mote para o convívio social.

Em termos de gasto energético, cada residente terá um limite pessoal de consumo. Esse limite será o resultado do compartilhamento de toda energia gerada através da captação solar, do aproveitamento dos ventos e das ondas do oceano.

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Imagem: BIG – Bjarke Ingels Group

 

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Imagem: BIG – Bjarke Ingels Group

Apesar de interessante, essa proposta ainda precisa de muitos estudos para ser realmente viável. De todo modo, ela nos faz abrir a cabeça para novas possibilidades de urbanização, onde a economia e sociedade estejam baseadas em criérios mais eficientes e sustentáveis.

Fonte:

https://www.fastcompany.com/90329294/floating-cities-once-seemed-like-sci-fi-now-the-un-is-getting-on-board

 

 

 

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